Sempre te chateio com meus sentimentos parvos, com a minha mania de expressar-me demais,de falar demais, e ás vezes você diz que não gosta desse demasiadamente demais em tudo o que lhe chateia . Ontem, quando não falei-te de minhas parvoíces, quando não lhe gritei aos ouvidos coisas fúteis, quando lhe deixei a implorar-me um abraço ; você me pediu de volta .Pediu que continuasse sempre sendo a pequena tolinha que brinca com tua seriedade, pediu-me com ar de saudades historinhas cômicas de meus dias, que lhe falasse das minhas bobas agonias , que deitasse tua cabeça em meu colo para lhe fazer um cafuné , e tagarelar noite toda ...e quando já não tivesse o que lhe contar eu poderia reclamar do frio para você , e repetir umas tantas vezes que estava com frio , para que então você me acolhesse em teu abraço, se empolgasse com um amasso , e lhe pediria teu casaco , faria bico, faria briga, e você sorriria com sorrisos de saudade da pequena tolinha que lhe arranca seriedade .
Depois de ritmar os nossos passos , descubro que sou coisa alguma sem ti , e você descobre que sem mim nunca saberá onde está ou para aonde vai .
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